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18 setembro 2019

Duas embarcações venezuelanas afundam em Trindade e Tobago

No dia 16 de agosto de 2019, duas embarcações venezuelanas afundaram na Costa de Cedros, em Trindade e Tobago. O naufrágio ocorreu enquanto as embarcações estavam sendo rebocadas para a Baía de Staubles, pela Guarda Costeira local.

Foi necessário o resgate de oito venezuelanos, tripulantes dos navios, que caíram ao mar quando do incidente. Não houve feridos e os tripulantes foram detidos pelos militares. Os navios “Frilay” e “El Cufi” transportavam aproximadamente 4.000 toneladas de cobre, porém a Guarda Costeira não permitiu que atracassem no porto de Cedros por suspeita de irregularidades.

John Williams, proprietário da ABC Trindad Customs Brokerage Company Limited, informou ao “The Guardian” que sua empresa se certificou que a notificação prévia de 24 horas e outros documentos fossem entregues ao Departamento de Imigração, Alfândega e Impostos Especiais. Entretanto, Williams foi informado que os navios foram interceptados pela Guarda Costeira tendo em vista que os documentos de autorização portuária da Venezuela não especificaram a carga que estava a bordo.

Williams afirma que foi enviado um manifesto via e-mail à Guarda Costeira e à Alfândega indicando que a carga se tratava de cobre. “A Guarda Costeira declara que eles nunca receberam o manifesto, mas é mentira porque a Alfândega recebeu. Não é da responsabilidade da Guarda Costeira determinar se um navio tem ou não carga, é o trabalho do Departamento de Imigração, Alfândega e Impostos Especiais”, disse John Williams.

O empresário destacou que a tripulação não tentava entrar ilegalmente em Trindade e Tobago, que seguiram os procedimentos necessários para a embarcação realizar transações comerciais.  Williams aponta a conduta da Guarda Costeira como uma violação de protocolo e diz que os tripulantes dos navios não fizeram nada de errado. Declara ainda que os tripulantes visavam vender o cobre para comprar produtos e alimentos para suas famílias.

Williams foi informado que a Guarda Costeira cumpria ordens do Ministério da Segurança Nacional para interceptar qualquer navio que viesse da Venezuela, que geralmente carregam armas e drogas, mas este não era o caso das embarcações “Frilay” e “El Cufi”.

Os tripulantes dos navios foram impedidos de entrar em contato com o Sr. Williams e seu advogado durante a detenção. “Não é a primeira vez que isso acontece. Recentemente eles estão submetendo navios venezuelanos a este tipo de tratamento, particularmente a Guarda Costeira”, disse Williams ao The Guardian.

Fontes

https://www.elnacional.com/mundo/dos-buques-venezolanos-se-hundieron-en-trinidad/

http://www.eluniversal.com/internacional/48428/dos-navios-de-venezuela-se-hundieron-en-trinidad-y-tobago

https://www.estrelladigital.es/articulo/internacional/embarcaciones-venezolanas-hundieron-trinidad-tobago/20190820130004382891.html

https://www.infobae.com/america/america-latina/2019/08/19/dos-embarcaciones-venezolanas-cargadas-con-cobre-se-hundieron-en-trinidad-y-tobago/

https://www.laprensalara.com.ve/nota/4206/2019/08/dos-embarcaciones-venezolanas-se-hundieron-en-trinidad-y-tobago

http://www.guardian.co.tt/news/two-venezuelan-vessels-sink-while-being-towed-6.2.911790.872d6b6ad0

https://caraotalibre.cf/hoy/se-hundieron-dos-embarcaciones-venezolanas-que-transportaban-cobre-en-trinidad-y-tobago

Notícia produzida por Carolinne Ferreira Viana, estagiária do IBDMAR.