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27 abril 2016

Aumenta o número de casos de Pirataria no Golfo da Guiné, Oceano Atlântico

No último relatório da Dryad Maritime, consultora britânica na área de informações marítimas, é divulgado que os números de casos de pirataria no Golfo da Guiné não param de aumentar. Por outro lado, os números do Sudeste Asiático diminuíram no primeiro trimestre de 2016 aos mais baixes índices numa década.

Segundo o relatório, o número de incidentes de Pirataria no Sudeste da Ásia diminuíram 50% entre o primeiro trimestre de 2016 e o período homólogo de 2015, representando mesmo o mais longo período sem ataques, desde há uma década. Por exemplo, no estreito de Singapura, apesar de alguns pequenos incidentes, a situação tem se mostrada controlada, não se verificando qualquer ataque significativo a um grande cargueiro desde Janeiro de 2014.

Situação contrária ao que se verifica no Golfo da Guiné. No período de estudo verificou-se 22 incidentes significativos com navios comerciais, 8 dos quais, felizmente, sem sucesso. Porém, em 6 casos houve o rapto de 23 marítimos com posterior exigência e pagamento de resgates, uma prática cada vez mais comum por se mostrar mais lucrativa e fácil do que o roubo de combustível ou da respectiva carga.

Conforme afirma Ian Millen, Diretor de Operações da Dryad Maritime: “Os três primeiros meses de 2016 demonstram a natureza dinâmica do crime no mar e como uma ação eficaz para combatê-lo pode virar a maré. Existem algumas para otimismo em certas regiões, nomeadamente no Oceano Índico, onde a pirataria somali permanece amplamente contida, e no Sudeste Asiático, onde vimos uma notável reviravolta em pouco mais de seis meses, onde ocorreram os valores mais baixos de pirataria no primeiro trimestre em uma década. Em outras áreas, como o Golfo da Guiné, o quadro é menos positivo, com o sequestro desenfreada no Delta do Níger”.

O relatório completo pode ser baixado em:
http://www.dryadmaritime.com/maritime-crime-figures-q1-2016/

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